QI, QO e QD são as três siglas que estruturam toda qualificação de equipamento — e também as três que mais geram dúvida na hora de montar o dossiê para uma auditoria. Neste artigo, um olhar de engenharia sobre o que cada etapa realmente comprova, em que ordem executá-las, quais documentos as compõem e o que os auditores costumam perguntar.
O que é QI (Qualificação de Instalação)
A QI responde à pergunta: o equipamento foi instalado corretamente? É a verificação documentada de que o equipamento chegou conforme especificado, foi instalado de acordo com as recomendações do fabricante e atende às normas e às condições de infraestrutura (energia, utilidades, ambiente). A QI estabelece a base sobre a qual todo o restante da qualificação se apoia — sem ela, qualquer teste dinâmico posterior fica sem lastro.
Na QI, verificam-se itens como identificação do equipamento, documentação técnica, materiais de construção, condições de instalação, utilidades conectadas e a existência dos certificados de calibração dos instrumentos de controle.
O que é QO (Qualificação de Operação)
A QO responde: o equipamento opera dentro dos parâmetros especificados? São os testes dinâmicos que comprovam que o sistema funciona corretamente em todas as condições de comando e controle — ligar, desligar, atingir setpoints, responder a alarmes e intertravamentos. É a etapa que demonstra que o equipamento faz o que promete quando acionado, ainda em condições controladas (frequentemente sem carga ou com carga padrão).
O que é QD (Qualificação de Desempenho)
A QD responde à pergunta que mais importa ao auditor: o equipamento mantém o desempenho em condições reais de uso? Aqui o equipamento é avaliado em rotina, com carga máxima e nas piores condições operacionais previstas. Sensores calibrados são distribuídos estrategicamente e registram dados continuamente, comprovando a homogeneidade e a estabilidade térmica ao longo de todo o ciclo. É a etapa mais exigida e a que gera a evidência que sustenta a liberação de produtos.
Em que ordem devem ser realizadas
A sequência é lógica e não deve ser invertida: QI → QO → QD. Não faz sentido testar a operação (QO) de um equipamento cuja instalação (QI) não foi verificada, nem avaliar o desempenho em carga (QD) sem antes confirmar que o equipamento opera corretamente (QO). Cada etapa é pré-requisito da seguinte, e uma não conformidade em uma etapa anterior invalida as posteriores.
Quais documentos compõem cada etapa
- Protocolo de qualificação (o plano do que será verificado, com critérios de aceitação definidos antes do ensaio);
- Registros de execução (dados coletados, leituras, evidências);
- Certificados de calibração dos sensores utilizados, rastreáveis à ISO 17025;
- Relatório com análise dos resultados frente aos critérios de aceitação;
- Conclusão e, quando houver desvios, o tratamento das não conformidades.
Perguntas frequentes dos auditores sobre QI, QO e QD
- Os sensores usados na QD estavam calibrados e rastreáveis antes do ensaio?
- Os critérios de aceitação foram definidos no protocolo, e não ajustados depois dos resultados?
- A QD foi feita com carga máxima e nas piores condições, ou apenas em condição ideal?
- Como foram tratados os desvios encontrados? Há evidência do re-ensaio após correção?
- A qualificação está vigente e há cronograma de requalificação periódica?
Como a LQM estrutura o dossiê
Na LQM, cada etapa é conduzida com protocolo definido previamente, sensores MadgeTech calibrados com rastreabilidade à ISO 17025 e incerteza de 0,01 °C, e registro contínuo com trilha de auditoria. O dossiê final reúne QI, QO e QD de forma coesa e pronta para auditoria Anvisa, MAPA e Vigilância Sanitária. Veja mais na página de qualificação térmica.
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